Monday, 28 May 2007




Resvalas neste sopro.
Sabes
que tens o olhar ferido
desde sempre, que o incêndio
das palavras em trânsito celebra
prescritas sílabas, ancorados
ritos, desprevenidos
equinócios.
Dantes,
havia um mar crispado
na fissura dos lábios. Hoje, apenas
algumas gotas de sal.

(Albano Martins, in Frágeis são as palavras)



.: Para os meus amigos que precisam que a Primavera lhes entre em casa... :.

Monday, 21 May 2007

Santiago de Compostela / Corunha




Wednesday, 9 May 2007


"...silêncio a falar a língua da claridade numa voz de manhãs..." (J.L.P.)


Há muito que perdi as manhãs... embora seja para mim a melhor parte do dia, nos últimos tempos foi difícil quebrar um longo ciclo vicioso de estar acordada até tarde, e deixar-me dormir mais do que o desejado. Recentemente, a minha rotina mudou radicalmente. Agora o dia começa às 7:45. Para mim, as manhãs são silenciosas, começam devagar, até o café me despertar de vez. Nelas assisto à luz, todos os dias diferente, o friozinho, o fervilhar de actividade e as caras ensonadas. Apesar do (muito) sono e das pressas, fico grata por poder viver esta parte do dia.

.: um ano feito de manhãs :.