Tuesday, 26 October 2004


Idanha-a-Nova, Out 2004 - Nikon F50, Agfa 200ISO


A raíz da paisagem foi cortada.
Tudo flutua ausente e dividido,
Tudo flutua sem nome e sem ruído.

(Sophia de Mello-Breyner Andresen)

***************************************************


Monsanto, Out 2004 - Nikon F50, Agfa 200ISO


Sortelha, Out 2004 - Nikon F50, Agfa 200ISO


Idanha-a-Nova, Out 2004 - Nikon F50, Agfa 200ISO


Idanha-a-Nova, Out 2004 - Nikon F50, Agfa 200ISO


Idanha-a-Velha, Out 2004 - Nikon F50, Agfa 200ISO


Tirei alguns dias bens merecidos para vaguear pela Beira Interior, à descoberta de aldeias perdidas no tempo e no deserto... as suas gentes, a sua luz e o seu silêncio. Num Outono fantástico de cores estonteantes. Foram dias de liberdade interior e que serviram para recarregar baterias. Aqui ficam alguns momentos que captei.

Sunday, 17 October 2004



Já está em curso o Travelling journal #02 desta vez começado por mim.

Thursday, 30 September 2004

Travelling journal



"...junto bocados de alma e pinto, escrevo, colo fotografias, etc...
Pensei em partilhar isso com algumas pessoas, mas também gostaria de ter bocados das suas emoções presas no meu caderno, para isso estou começando este Travelling Journal Project"
(Leda Cruz)


.: para participar :.

Lomo Smena symbol, Kodak 100 ISO / Coimbra 2004

A minha primeira experiência no mundo da lomografia! Don't think, just shoot... um conceito totalmente novo para quem está habituado a procurar e obter determinados resultados consoante as ideias que se têm à partida acerca do mundo à nossa frente. Mas confesso que nunca fui muito de "esperar pelo momento certo, pacientemente", de montar o material e saber exactamente o que quero daquela foto. Sempre fui mais do género de aproveitar o momento ao máximo e adaptar-me às condições que ele me oferece. Por isso este novo conceito de disparar ao acaso, sem regras pré-estabelecidas, é muitíssimo tentador... já não consigo parar!

Sunday, 19 September 2004


HP Photosmart 620 / Leiria, 2003


Acordar na rua do mundo
madrugada, passos soltos de gente que saiu
com destino certo e sem destino aos tombos.
no meu quarto cai o som depois
a luz. ninguém sabe o que vai
por esse mundo. que dia é hoje?
soa o sino sólido as horas, os pombos
alisam as penas, no meu quarto cai o pó.

um cano rebentou junto ao passeio.
um pombo morto foi na enxurrada
junto com as folhas dum jornal já lido.
impera o declive
um carro foi-se abaixo
portas duplas fecham
no ovo do sono a nossa gema.

sirenes e buzinas. ainda ninguém via satélite
sabe ao certo o que aconteceu. estragou-se o alarme
da joalharia. os lençóis na corda
abanam os prédios, pombos debicam
o azul dos azulejos. assoma à janela

quem acordou. o alarme não pára o sangue
desavém-se. não veio via satélite a querida imagem o vídeo
não gravou
e duma varanda um pingo cai
de um vaso salpicando o fato do bancário.

(Luiza Neto Jorge)

Monday, 13 September 2004

Morreu o meu Mustapha. Era um periquito amarelo e verde, muito bem disposto e uma excelente companhia. Todas as manhãs eram mais alegres quando ele cantava até à exaustão (a nossa). Gostava de pensar que ele não sofreu, mas acho que sofreu bastante pois viu-se privado das suas capacidades durante algum tempo, demasiado tempo... e sentia uma revolta grande, uma teimosia pela vida como nunca vi em animal nenhum. Infelizmente só pude partilhar com ele da tristeza por aquilo que lhe estava a acontecer, e tentar tornar-lhe os dias menos negros. Agora espero que exista um lugar melhor para ele, onde ele possa cantar todas as manhãs de sol e ser feliz, à simples maneira das aves...

Wednesday, 8 September 2004


Coimbra, 2004 / HP Photosmart 620

Coimbra... o regresso: depois de um mês de Agosto completamente estranho, tal a serenidade que se abateu soubre as ruas de Coimbra, o burburinho e a vaga de gente recomeça a sentir-se a pouco e pouco. Primeiro o final do mês de Agosto, o regresso das férias com as marcas evidentes da estadia na praia, depois o início de Setembro, o regresso ao trabalho e às filas, as obrigações e os horários... o stress! Coimbra morre no Verão, e renasce no Outono, em todo o seu esplendor. Vive do regresso, eterno. Mesmo para quem fica, e assiste a este fenómeno, o regresso existe, faz-se sentir. Coimbra é mesmo a cidade dos estudantes. E aqui sinto-me eternamente um deles...