Tuesday, 11 October 2005



Nikon F50, Agfa 200 ISO, Nazaré 2005


Parar o tempo: ouvir Gold dos Sparklehorse, olhando o mar envolto em nevoeiro numa de nostalgia pelas férias...

Friday, 7 October 2005



Hoje recebi uma linda tartaruga, tecidos e outros materiais, da Mafalda (Mafia Dolls). Adorei tudo, obrigada :)



Em troca, ela recebeu uma bolsa para canetas (uma adaptação dos estojos para agulhas de tricot, a pedido especial) e uma pregadeira, além de algum feltro para transformar em mais lindos animais "mafiosos" ;)

Monday, 3 October 2005


HP Photosmart 620, 2005

"Cause I intend to be independently blue..."
(Nina Simone)

Tuesday, 27 September 2005



O Verão é feito de coisas
que não precisam de nome
Um passeio de automóvel pela costa
o tempo incalculável de uma presença
o sofrimento que nos faz contar
um por um os peixes do tanque
e abandoná-los depressa
às suas voltas escuras.

(José Tolentino Mendonça in De igual para igual)





Vou... e volto daqui a uns dias. Uma curta pausa para recarregar baterias.

Sunday, 25 September 2005



Parar o tempo: passar a tarde de Domingo a desenhar motivos marinhos, ao som de "Riot on an empty street", dos Kings of Convenience...

Thursday, 22 September 2005


Da troca com a Marta Mendes, recebi hoje estas coisas lindas: uma mala, duas pregadeiras-flor e um postal.


Em troca ela recebeu uma bolsa, uma fita para o cabelo em crochet e algum tecido.

Obrigada Marta, é tudo lindo!

Tuesday, 20 September 2005

Self Portrait Tuesday




Hoje o tempo não me enganou. Não se conhece uma aragem na tarde. O ar queima, como se fosse um bafo quente de lume, e não ar simples de respirar, como se a tarde não quisesse já morrer e começasse aqui a hora do calor. Não há nuvens, há riscos brancos, muito finos, desfiados de nuvens. E o céu, daqui, parece fresco, parece a água limpa de um açude. Penso: talvez o céu seja um mar grande de água doce e talvez a gente não ande debaixo do céu mas em cima dele; talvez a gente veja as coisas ao contrário e a terra seja como um céu e quando a gente morre, quando a gente morre, talvez a gente caia e se afunde no céu. Um açude sem peixe, sem fundo, este céu. Nuvens, veios ténues. E o ar a arder por dentro, chamas quentes e abafadas na pele, invisíveis. Suspenso, como um homem cansado, ar (...)

(José Luis Peixoto, in Nenhum Olhar)