Saturday, 26 April 2008

De regresso...


A caminho de Segovia


Em frente ao Museu Reina Sofia


Estação de Atocha


Algures perto da Plaza Maior


Algures perto da Plaza Maior



De volta há alguns dias, ficou a viagem a uma das cidades mais cool que conheci. Para lá, fomos de comboio, numa carruagem cama a fazer lembrar os filmes do Oeste ou as viagens no Expresso Oriente (pelo menos como as imagino dos livros). Uma experiência diferente, confortável q.b. (tendo em conta que a viagem é feita durante a noite, e me foi impossível dormir, mas pelo menos descansei). Para cá, vim de avião (uma estreia, por incrível que pareça!)
Madrid dá vontade de lá ficar! 3 dias foi pouco, mas deu para ter um cheirinho de tudo um pouco. Deambular pelas ruas, visitar museus e respirar cultura, apanhar ar em parques verdes (que deixam os nossos a um canto), espreitar as lojas, e até sair para conhecer Segovia, uma cidade nos arredores de Madrid que é património da Humanidade e que recomendo vivamente! A ela dedico um post mais tarde.
Ficam algumas fotos, prometo deixar mais em breve.

E para acompanhar de perto, o blog do meu irmão que vai por lá andar 6 meses.

Estou de volta ao trabalho, mas ao trabalho bom, que as férias ainda não terminaram! Restam-me apenas alguns dias, que vão ser para produzir algumas coisas que estiveram a fermentar na minha cabeça. Quero dar-lhes vida, e apresentá-las dentro de alguns dias.

Bom fim-de-semana!

Saturday, 19 April 2008


Photo by Elisa Lazo de Valdez

Finalmente, férias! Uns dias bem merecidos que vão passar a correr. Um pulinho a Madrid e volto daqui a 3 dias. Até lá!

Tuesday, 15 April 2008




É mais fácil partir quando o silêncio
transpõe a tua voz
mais simples celebrar a tão efémera 
certeza de estares vivo.

A música do ar esvai-se nas sombras
tu sabes que é assim,
que os dias correm céleres, não tentes
perseguir o teu rasto - repara
como em abril as aves são felizes.

Sê como elas: não perguntes nada
deixa que o sol responda à flor da tarde
e esquece-te do mundo.

(Fernando Pinto do Amaral)


***Já tenho o atelier arrumado, mas não pronto (falta aquele toque...). Espero muito em breve sair deste estado de suspensão e voltar ao trabalho! Para ajudar, estou quase quase de férias! 

Friday, 4 April 2008




Nikon D50, S.Pedro de Moel 2008


Os últimos tempos têm sido de mudança e adaptação. Por isso tem andado tudo muito devagar. Porque o tempo livre fora do trabalho é pouco, e aproveitado ao máximo para a rotina diária, pouco sobra para ter tudo no sítio de uma vez. O Mundo Flo está como que under construction, porque o atelier é a divisão da casa que ainda falta arrumar. Na cabeça, cresce a vontade de voltar ao trabalho, mas esta pausa está a saber-me bem, para descansar, para me distanciar e buscar inspiração e novos caminhos. Para aproveitar o começar num espaço novo e transportá-lo para as peças também. Com a fotografia acontece o mesmo (ainda que a pausa já comece a mexer demais comigo e a incomodar... é o bichinho de disparar a vir ao de cima), mas no forno cozinha uma exposição para Julho, em jeito de retrospectiva...
Fica a recordação de um dos poucos dias em que saí de casa e fui ver o mar :)

Wednesday, 12 March 2008







Estas e outras peças na loja de artesanato do Café com Arte. A exposição de fotografia chama-se Casas do tempo e do deserto .





(...)
Falemos de casas como quem fala da sua alma,
Entre um incêndio,
Junto ao modelo das searas,
Na aprendizagem da paciência de vê-las erguer
E morrer com um pouco, um pouco de beleza.

Herberto Helder, in Ou o Poema Contínuo

Friday, 7 March 2008

Amanhã o Café com Arte faz anos. Vou ter lá fotografias e peças novas do Mundo Flo. Apareçam!

Thursday, 28 February 2008




É por isso que adormeço numa luz em movimento
E escolho um espaço para ver o espaço de frente
A sua cor de silêncio nocturno e desenho
Uma maneira quieta de estar nele tranquilo

Há nesse espaço uma fonte, um animal que desperta
Uma criança que navega com as próprias mãos
Bebo com as mãos juntas.

Há uma voz que bebo Há um espaço entre as mãos mas não perco
A sede. A água multiplica-se porque a tiro do coração
Que escuta.

Há um espaço no corpo que pode ser um lugar.
À sombra posso olhá-lo até o ver
Posso tocar as chagas no corpo

E posso beber dele morrendo
Nele como quem entra de tanto
O desejar.


(Daniel Faria, in Homens Que São Como Lugares Mal Situados)